Alecrim's Travels
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Madeira: A Pérola do Atlântico {Madeira Island: The Atlantic Pearl}

Atenção: este post está recheado de dicas, para quem quer ir à Ilha da Madeira e ser só um pedacinho turista 😉 Além disso, é capaz de ser o meu maior post de sempre! Ahah!

A minha viagem à Ilha da Madeira, bem, posso começar por dizer que, ao início não estava com muita vontade. Aqui o continente estava a vestir-se de inverno rigoroso, e deixar três gatinhos fofinhos em casa, durante nove dias, não é pêra doce.

No entanto, o que tem de ser, tem muita força, e eu já tinha riscado um mapa da ilha com todas as coisas que queria ver, portanto, não havia volta a dar. Domingo de madrugada, lá fomos, eu, o Bruno, e João e a Jessica (do Meio Cheio),  encasacados e cheios de frio. Tanto que, ao aterrar no Funchal, foi um despir automático de casacos, gorros, cachecóis e luvas, para os guardar no fundo da mala, e massacrar-nos por não termos trazido uma porcaria de uma t-shirt.

Viajar para a Madeira dá-nos aquela sensação que estamos num país diferente, mas que é nosso na mesma. Uma viagem de avião cá dentro, onde encontramos uma paisagem completamente diferente, supermercados com produtos nunca antes vistos e mais baratos, mas tudo naquela língua melodiosa que é o português, com outra musicalidade.

O CLIMA

Sim, a Madeira é uma ilha com características do clima subtropical. Vá, um subtropical para o seco, que traz uma chuvinha todos os dias. Ou quase. Mas não amaldiçoemos, porque a temperatura média anda pelos 26º no verão, e 17º no inverno. Quem me dera a mim, que agora devem estar uns -2º lá fora. Bhrrr!

A PAISAGEM

Levada do Norte 3

Montanhas espectaculares e a pique, com cumes mergulhados em nevoeiro, e um microclima só delas. Vales feridos. Agricultura em escada nas montanhas. Picos e falésias. Basicamente é isto. E isto é de cortar a respiração. A altitude média é de 1371.6 m, sendo o Pico Ruivo, com 1862 m, o ponto mais alto.

A costa e o interior da ilha oferecem uma diversidade de paisagens raramente vista num território tão pequeno: altas escarpas (fruto da sua natureza vulcânica) e montanhas verdes, que ficam ainda mais realçadas contra o azul do mar e do céu.

CULTURA, ZONA HISTÓRICA, PARQUES E JARDINS

Funchal_

Muito há para fazer no Funchal, os monumentos são muitos, desde um grande conjunto de museus (Colégio dos Jesuítas, Museu da Arte Contemporânea, Museu da Eletricidade, Museu do Vinho, Museu de Arte Sacra, o Museu do Ronaldo (ahaha), o Madeira Story Centre), à Sé, o Teatro, o Forte. Bem, desta parte há muita informação nos livrinhos do turista.

Mas há coisas que não aparecem nos mapas turísticos. O Museu Vicentes de Fotografia é um deles, mas, por enquanto ainda está fechado para obras. Depois, há a Fundação Livraria Esperança, uma das maiores livrarias da Europa e um local incontornável para quem gosta de livros e anda à procura de uma obra que não encontra em lado nenhum. Ao lado disto, a FNAC é uma menina.

Livraria Boa Esperança

Um passeio pela zona histórica é coisa para ocupar uma tarde. Assim, bem devagarinho, a observar as portas das casas e estabelecimentos pintados por artistas locais, galerias, cafés, restaurantes, enfim, tudo emoldurado de uma arquitectura mimosa e que só apetece fotografar sem parar.

Já parques e jardins, bem, é quase impossível visitá-los a todos. A Madeira é um jardim, a Pérola do Atlântico, vá. A cada passo há mais um espaço verde. O Jardim Botânico não se pode perder. Sendo que nós fomos, também, ao Jardim da Cidade e ao Parque de Santa Catarina. A visita ao Jardim Tropical Monte Palace, do Joe Berardo, ficou para outras núpcias.

VIAGENS

Para conhecermos o resto da ilha, escolhemos viagens onde pudéssemos ir de autocarro. Para sítios turísticos ou nem por isso. No entanto, se os quiserem conhecer, assim, de rompante, basta adquirir daquelas viagens turísticas, para o Vale das Freiras, Pico do Areeiro, Santana, Camacha, Ponta de São Lourenço, entre outras. A oferta é muita e há delas muito em conta. Da primeira vez que fui à Madeira fiz duas destas, o que me permitiu, agora, conhecer outras coisas.

Câmara de Lobos

Câmara de Lobos

Pode ir-se do Funchal até Câmara de Lobos pelo Passeio do Lido. Umas duas horas a pé. Nós só fizemos uma parte. E voltámos de autocarro. Câmara de Lobos é uma vila piscatória, muito caricata e pitoresca. Um óptimo sítio para passar uma tarde, acompanhada de uma Coral e uns tremoços com pimento.

Ribeira Brava

A Ribeira Brava é uma vila à beira-mar que dá para visitar numa hora. Tem o Museu Etnográfico da Madeira e a melhor pastelaria que encontrámos na Madeira: a Brava Doce, com coisinhas deliciosas, e até croissants integrais.

São Vicente

S Vicente

Fomos a São Vicente numa viagem de autocarro que era de 6€ até Porto Moniz e 6€ para voltar para o Funchal. Tudo no mesmo dia. São Vicente, à beira mar, ergue-se do chão da praia à mais alta das montanhas, encimada de um nevoeiro denso. Também é conhecido pelo Véu da Noiva (uma cascata de uma altura imensa) e pelas Grutas (que não vimos, mas acreditamos que sejam bonitas)

Porto Moniz

Porto Moniz

Porto Moniz é sinónimo de piscinas naturais vulcânicas. A paisagem faz-nos sentir minúsculos com montanhas a terminarem directamente no mar bravo. Não conseguimos fazer grande coisa aqui porque não parava de chover, para nosso mal. Mas ficou a experiência!

LEVADAS

“Ninguém poderá ir à Madeira e não fazer uma Levada que seja!” – este deveria ser um dos maiores mandamentos dos visitantes a esta ilha dos amores (elas são tantas!!!). Fiquei tão apaixonada que só me apetecia fazer Levadas todos os dias. Mas, só conseguimos fazer as duas que davam para ir de autocarro. Para todas as outras o acesso só se faz de carro, o que é uma chatice. Fiquei roída por não fazer as Levadas do Pico Ruivo, do Areeiro, das 25 Fontes, e do Caldeirão Verde. Um dia voltarei para as fazer, está claro. E já está escrito, aqui! Ehehe.

É preciso ter em consideração que as Levadas não se fazem de ânimo leve. É preciso ir vestido para qualquer tipo de tempo (cada local tem o seu microclima, seja ele gelo, chuva, calor ou sol); levar um snack prático e nutritivo (sandes, fruta, barrinhas de cereais, chocolate); água; calçado para montanha; lanterna, e claro: uma máquina fotográfica e/ou de filmar.

Levada do Furado

Levada do Furado

Para fazer a Levada do Furado, pode-se apanhar o autocarro que vai para Santana e sair em Ribeiro Frio. Depois, no final da Levada, na Portela, apanha-se de novo o autocarro de volta para o Funchal.

A Levada tem 11 Km e uma duração de 5 horas, atravessando a floresta da Laurissilva, sendo uma das mais antigas levadas públicas.
Levada do Furado 2
«O trilho percorre a esplanada da Levada da Serra do Faial até à casa de divisão de águas, descendo até à zona dos Lamaceiros e finalizando no miradouro da Portela no concelho de Machico. Ao longo do percurso a paisagem é dominada pelo vale do Ribeiro Frio, onde são surpreendentes os campos agrícolas do Faial, São Roque do Faial e Porto da Cruz, a espectacular massa rochosa da Penha d´Águia que protege a oriente a baía do Faial, e a ocidente a Ponta dos Clérigos.»

Levada do Norte (Boa Morte – Cabo Girão)

Levada do Norte

Esta Levada começava no Cabo Girão, mas como somos diferentes quisemos fazer ao contrário. Apanhamos um autocarro até à Ribeira Brava, e da Ribeira Brava um outro até Boa Morte, onde começava o caminho. São entre 10 a 12km, que se fazem bem em duas horas.

Levada do Norte 2

«É um percurso fácil e bastante agradável que pode ser feito em qualquer altura do ano, pois situa-se na zona sul da Ilha, onde o clima é mais ameno. Ao longo do caminho, é possível apreciar as fantásticas vistas que vão surgindo, onde se destacam as freguesias de Câmara de Lobos e Campanário, campos verdes, plantações cuidadosamente trabalhadas e o conjunto de casas e edificações que formam as povoações.»

MERCADOS

A Ilha da Madeira tem dos mercados mais coloridos e aromáticos que conheço. Existem dois tipos: os mercados para os turistas e os mercados onde as pessoas da ilha se abastecem. Destes últimos, conseguimos visitar um, e que bem que soube!

Mercado dos Lavradores

Mercado dos Lavradores

O Mercado dos Lavradores vale pela arquitectura e pelacor. No entanto, não vale a pena perder muito tempo. Os preços são altíssimos e no segundo andar, basta ir a correr, tirar uma fotografia e fugir “as fast as you can” dos vendedores a tentarem dar fruta a provar. Não se deixem enganar. Se quiserem comprar frutinha da boa, podem escolher outro em Santa, Ponta Delgada ou Santo António da Serra.

Mercado dos Lavradores 2

Está aberto todos os dias, exceto ao domingo. O “melhor dia”, ou seja, o dia em que quase não se consegue lá andar, é ao sábado.

Mercado do Santo António da Serra

Mercado do Santo da Serra

Numa manhã de domingo (que este mercado só funciona ao domingo), lá fomos a Santo António da Serra. Com o tempo ameno do Funchal, nada fazia esperar o gelo que estava lá para cima. Portanto, se forem para lá no inverno, protejam-se! 😉

O mercado é pequeno, mas tem a cor e o aroma das frutas que queremos, a preços bem em conta. Além disso, é conhecido pela sua sidra. No entanto, nós provámos e não gostámos absolutamente nada! Muito amargo, mais para a água-pé, que para o sabor da sidra que dominamos. Gostámos, porém, do milho frito que nos serviram a acompanhar. Tanto que voltámos a pedir, quando almoçamos numa das tascas improvisadas, mesmo ali ao lado.

Como tínhamos de esperar pelo autocarro de volta ao funchal, visitámos um pequeno parque que, para nossa surpresa, era, também, um refúgio de cavalos, veados, aves e afins. Não fosse o frio e dava para passar a tarde deitada na relva a beber poncha e a comer bolinhos secos de mel!

TRANSPORTES

Pelo Funchal anda-se muito bem a pé. Nós ficámos numa zona muito central, na Rua da Ponte Nova (uma transversal da Rua 31 de Janeiro). Logo, dava para ‘andar a penantes’ por tudo quanto era sítio. Depois, os madeirenses são ultra simpáticos. Podemos perder-nos à vontade que há sempre uma pessoa pronta a ajudar.

Para quem gosta de poupar e quer deslocar-se na cidade e na ilha, a rede de autocarros é uma óptima opção. No entanto, são 5 companhias diferentes, que operam em zonas distintas, e não há um passe que se possa comprar andar em todas. Portanto, tem de se comprar o bilhete ao condutor do autocarro.

Nota 01 : O condutor do autocarro é uma das pessoas que mais vão admirar se utilizarem este meio de transporte. Tipo melhor amigo. Só um herói para meter um autocarro em estradas que atravessam montanhas a pique.

Nota 02: Das primeiras coisas a fazer ao chegar ao Funchal é ir ao Posto de Turismo sacar um mapa da Ilha e das companhias de autocarros.

Nota 03: Logo quando se chega do aeroporto, mesmo em frente há uma paragem de autocarro que vos leva ao funchal por 2,6 €, se não quiserem gastar os 5€ do Aerobus, e aproveitarem para ver as primeiras vistas da ilha.

  • Autocarros dentro do Funchal: dentro do Funchal existem os autocarros da linha amarela, que cumprem muito bem os horários. O mais fácil será comprar um cartão ‘Giro’, para alguns dias, caso contrário, paga-se quase 2€ por uma viagem de 800 metros (Horários).
  • Autocarros para o Caniço: Automóveis do Caniço (Horários).
  • Autocarros para a Costa Este: Autocarros SAM (Horários) e Carros de S. Gonçalo (Horários).
  • Autocarros para a Costa Oeste: Rodoeste (Horários).

Aparte disto, quem quiser, pode alugar um carro. Na altura em que lá estivemos os alugueres estavam numa média de 50 euros ao dia.

Já os taxistas estão por todo o lado. Principalmente em locais estratégicos. É preciso ter muito cuidado, que uma viagem de táxi não é barata, por mais que eles digam que é o mesmo preço do autocarro. Não acreditem! 😀

ONDE DORMIR (NO FUNCHAL)

Nós queríamos uma opção que fosse bonita, barata e central. Acabámos por arrendar um dos Apartamentos do Molhe, situado na Rua da Ponte Nova, bem no centro, junto ao Continente e Pingo Doce, e perto de tudo o que é animação, a um preço incrível: 312€, por 8 noites, num T1, que serve quatro pessoas. A meio da semana, limpam o apartamento e trocam os atoalhados. A casa tem utensílios para cozinha (o que nos poupa um conjunto de refeições fora), electrodomésticos e uma máquina de lavar.

ONDE COMER E BEBER

Na Ilha da Madeira pode comer-se o famoso Bolo do Caco em qualquer lado, mas é preciso escolher bem, que nestas coisas, é como em tudo na vida: nem sempre é bom.

Depois, outra coisa de maravilhosa é que, em quase todos os restaurantes e/ou cafés existe uma boa oferta de sumos naturais feitos na hora. Sendo que, em muitos, pode escolher-se a mistura de frutas que desejamos. Pode pedir-se, inclusivamente, para o açúcar vir à parte, e podermos colocar ou não a quantidade desejada.

Não existem muitas opções vegetarianas, pelo menos que sejam baratas. Mas, a ‘coisa’ bem falada com os empregados, e até dá para criar óptimos pitéus vegetarianos; sempre sem perder os sabores da Madeira.

Já no que toca à famosa bebida, a Poncha, ela há de todas as formas e feitios. Vende-se na taberna mais escondida, ao restaurante mais requintado. O sítio da melhor Poncha constata-se pela quantidade de cascas de amendoim no chão do local: quanto mais quantidade, melhor a poncha. E bem, esta dica do Bruno Gaspar tem lá a sua razão. Está confirmada por mim, pelo menos.

Em relação a sítios, posso aconselhar alguns onde fui e comi e bebi bem:

Casa do Bolo do Caco – Rua Fernão de Ornelas, Funchal

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É apenas uma banca, virada para a rua, com uma esplanada e uma gigante variedade de formas de comer este pão tradicional da Madeira. Eu comi um com manteiga de alho, queijo, tomate, alface e ovo, regado com um sumo natural de laranja e maracujá.

LowCost.Come – Largo dos Varadouros, Funchal

É uma opção para quem não quer gastar muito dinheiro. Trata-se de um restaurante/padaria, que funciona ao almoço e ao lanche, sendo que uma refeição pode chegar a custar 3€. Apesar de não existir opção vegetariana, as saladas que apresentam são bem compostas, dando para fazer uma refeição equilibrada de cereais, leguminosas e vegetais.

O Calhau – Rua João Gago, Funchal

Encontrámos este restaurante por acaso e foi uma daquelas surpresas deliciosas. O Calhau é um restaurante, pastelaria, tapas e wine bar. Lá dentro, uma decoração super catita mostra-nos, ainda, uma pequena loja com produtos da região.

Nós entrámos pelas tapas e ficámo-nos, também, por uma tábua de queijos. As tapas, apesar de muitas terem carne, podem todas ser transformadas em vegetarianas.

Além disto, este restaurante tem a particularidade de ter em cada mesa um dispositivo que nos permite chamar o empregado e pedir a conta. Coisa que sabíamos que existia, mas que ainda não tínhamos usado, assim, ao vivo e a cores. Fantástico!

Bar da Ponte Nova – Rua 31 de Janeiro, Funchal

Este bar, mesmo em frente à nossa casa só foi descoberto no nosso último dia no Funchal. Uma tristeza, que se tivéssemos descoberto mais cedo, tinha-nos poupado muitos cafés queimados bebidos.

Ao domingo à noite há karaoke, das 19h às 22h. Pode beber-se a Coral (cerveja da madeira) ou um belo de um copo de vinho, acompanhado de uns petiscos de chuchu e batatas do Ricardo. Está aberto das 6 da manhã até à meia-noite, e durante o dia oferece refeições de snack. A francesinha é ao sábado (para quem gosta, diz que é mesmo muito boa).

Venda Velha – Rua de Santa Maria, Funchal

Aqui foi onde bebi a melhor poncha da Madeira. Na verdade o chão estava repleto de cascas de amendoim e pisado por gente bonita e descontraída. Nem todos os empregados são simpáticos e o preço das coisas varia por empregado, por isso, é preciso ter alguma atenção. Mas que se deve experimentar aqui uma boa poncha de maracujá, lá isso deve.

Banana’s Pub – Estrada dos Prazeres, Funchal

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Especialista em Mojito, o Banana’s Pub oferece, também, uma panóplia de ponchas: limão, laranja, maracujá, tangerina, tamarilho… enfim, podia ficar aqui o dia todo. Todos os cocktails são feitos na hora, com carinho e por mãos experientes. A simpatia dos empregados é nota 10!

Barreirinha Bar Café – Largo do Socorro, Funchal

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Ao Barreirinha vai-se ver o pôr-do-sol, depois de uma visita ao Museu de Arte Contemporânea. Coisa mesmo de turista manhoso. Mas.. eh pah, sabe bem e é super agradável acabar a tarde a beber um belo chá de ervas, um sumo natural, um copo de vinho, um chino (café com leite) ou uma Coral.

Loja do Chá – Rua do Sabão, Funchal

Com uma decoração super agradável, na Loja do Chá pode comprar-se, lá está, chá, bem como chávenas, filtros, tudo! Tem umas mesinhas cá fora onde se pode lanchar ou almoçar, ou simplesmente beber o chá frio do dia. Uma visita ao Funchal deveria, sempre, ter esta paragem obrigatória.

Com amor ❤

Funchal 2

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